segunda-feira, 14 de abril de 2008

Riolândia

Fotografia feita por Marcílio Steck Netto na pousada de Riolândia: bolas do diâmetro de um pneu de carreta, todas bem alinhadas "É a coisa mais linda do mundo”. Assim Maurício Pereira da Silva, 39 anos, dono da pousada Piapara, em Riolândia, descreve os óvnis (objetos voadores não identificados) que ele diz ter visto, pairando sobre canaviais. Com menos de 10.000 habitantes, na divisa de São Paulo com Minas Gerais, a pequena cidade às margens do rio Grande tornou-se em menos de trinta dias uma atração nacional para especialistas em ufologia.Desde o início da semana o Instituto Nacional de Astronomia e Pesquisas Espaciais (Inape) mantém uma equipe no local, fazendo vigília do anoitecer ao amanhecer.

Já estiveram na pousada desde 19 de janeiro - data em que foram vistos os primeiors óvnis - ufólogos de Araçatuba, São Paulo, Campo Grande, Brasília e até de João Pessoa, capital da Paraíba. Munidos de filmadoras e telescópios, todos tentam ter a mesma sorte do hóspede Marcílio Steck Netto, um jovem de 26 anos que passava o Carnaval com o pai naquele pousada, pescando, e teve a sorte de filmar cerca de 15 minutos de aparições luminosas não identificadas.
Maurício Silva, o domo da pousada que fica em meio aos canaviais que estariam servindo de local de pouso de naves extraterrestres, descreve o que viu.

“Era pouco mais de 3h da madrugada. Pense num pneu de carreta. Eram três bolas desse diâmetro, uma ao lado da outra, bem alinhadas e luminosas. Foi lindo”, afirma. A equipe que está fazendo vigília no local é coordenada pelo ufólogo Roberto Affonso Beck, consultor da revista UFO e diretor da Entidade Brasileira de Estudos Extraterrestres (EBE-ETE).
Hoje retorna à Riolândia o engenheiro Jorge Nery, responsável pela pesquisa de campo do Intituto Nacional de Astronomia e Pesquisas Espaciais, que vai acompanhar uma equipe de TV que fará uma reportagem especial sobre as estranhas aparições no céu e as marcas nos canaviais - grande áreas, no formato circular ou ovaladas, aparecem nas plantações, sem explicação alguma.

A cana-de-açúcar não é quebrada - os pés são apenas “deitados” por alguma força desconhecida. E após a publicação da primeira reportagem em A Cidade, o colunista Antonio Carlos Morandini divulgou que muitos moradores de Ribeirão Preto, numa das noites do Carnaval, viram objetos luminosos não identificados no céu.Associação de usinas sobrevoa área com canavial tombadoAssim que surgiram os primeiros sinais estranhos nos canaviais de Riolândia, a UDOP (União dos Produtores de Bioenergia), entidade sediada em Araçatuba e que representa as usinas de açúcar e álcool da região oeste paulista, mandou uma equipe ao local.
“Alugamos um avião e sobrevoamos os canaviais. É realmente muito estranho. As marcas que nos vimos não podem ter sido feitas por máquinas e nem por seres humanos”, acredita Rogério Mian, assessor da UDOP.
“Os especialistas que nós consultamos foram taxativos ao afirmar que as áreas de cana tombada não foram resultado de fenômenos climatológicos. Ventania não foi, porque as áreas não são contínuas”, comenta.Mian destaca que até agora a entidade não recebem nenhuma queixa formal de associados.
“Até porque a cana não quebra, apenas tomba. Com a chuva, ela volta a crescer, a ficar de pé e não há prejuízo financeiro, pelo menos por enquanto”, explica.

As filmagens foram exibidas na TV UDOP, disponível apenas na internet. As imagens podem ser vistas no site da entidade (www.udop.com.br).
Fonte: Zymboo

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